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sábado, 26 de maio de 2018

Nossa Senhora do Rosário


Na última aparição, em outubro de 1917, a Virgem Maria disse por fim o seu nome: “Sou a Senhora do Rosário”; e voltou a lembrar a recomendação já feita antes: “Continuem a rezar o terço todos os dias”. 

 
Por especial desígnio da infinita misericórdia de
Deus, Maria Santíssima revelou ao grande
São Domingos de Gusmão, fundador da
Ordem dos Dominicanos, um meio fácil e
seguro de salvação: o santo Rosário.


Foi durante aquela aparição que Nossa Senhora disse às três crianças: ” … Continuem a recitar o Rosário todos os dias em honra de Nossa Senhora do Rosário, para obter a paz no mundo e o fim da guerra…”
Fátima e o Rosário, as crianças de Fátima e Nossa Senhora são palavras profunda e inseparavelmente unidas entre si… Hoje, talvez mais do que nunca, Maria derrama graças sobre aqueles que rezam o terço … Conheça mais sobre a devoção e as graças que recebem aqueles que praticam a reza do terço, bem como a história da última aparição de Nossa Senhora em Fátima.
Por especial desígnio da infinita misericórdia de Deus, Maria Santíssima revelou ao grande São Domingos de Gusmão, fundador da Ordem dos Dominicanos, um meio fácil e seguro de salvação: o santo Rosário.
Sempre que os homens o utilizam, tudo floresce na Igreja, na terra passa a reinar a paz, as famílias vivem em concórdia e os corações são abrasados de amor a Deus e ao próximo. Quando dele se esquecem, as desgraças se multiplicam, implanta-se a discórdia nos lares, o caos se estabelece no mundo…

A Ave-Maria, base do Novo Testamento

São Domingos viveu numa época de grandes tribulações para a Igreja.
A terrível heresia dos albigenses se espalhara no sul da França e ameaçava toda a Europa. A profunda corrupção moral dela decorrente abalava os fundamentos da própria sociedade temporal.
Por meio de ardorosas pregações, durante anos tentou ele reconduzir ao seio da Igreja aqueles infelizes que se tinham desviado da verdade. Mas suas eloqüentes e inflamadas palavras não conseguiam penetrar aqueles corações empedernidos e entregues aos vícios.
O Santo intensificou suas orações…
Aumentou suas penitências… Fundou um instituto religioso para acolher os convertidos… De pouco ou nada adiantaram seus esforços. As conversões eram poucas e de efêmera duração.
O que fazer? Certo dia, decidido a arrancar de Deus graças superabundantes para mover à conversão aquelas almas, Frei Domingos entrou numa floresta perto de Toulouse e entregou-se à oração e à penitência, disposto a não sair dali sem obter do Céu uma resposta favorável.
Após três dias e três noites de incessantes súplicas, quando as forças físicas já quase o abandonavam, apareceu- lhe a Virgem Maria, dizendo com inefável suavidade: – Meu querido Domingos, sabes de que meio se serviu a Santíssima Trindade para reformar o mundo? – Senhora, sabeis melhor do que eu, porque, depois de vosso Filho Jesus Cristo, fostes Vós o principal instrumento de nossa salvação.
– Eu te digo, então, que o instrumento mais importante foi a Saudação Angélica, a Ave-Maria, que é o fundamento do Novo Testamento. E, portanto, se queres ganhar para Deus esses corações endurecidos, reza meu Rosário.

Raios e trovões para reforçar a pregação

Com novo ânimo, o zeloso Dominicano dirigiu-se imediatamente à Catedral de Toulouse, para fazer uma pregação. Mal ele transpôs a porta do templo, os sinos começaram a repicar, por obra dos anjos, para reunir os habitantes da cidade.
Assim que ele começou a falar, nuvens espessas cobriram o céu e desabou uma terrível tempestade, com raios e trovões, agravada por um apavorante tremor de terra.
O Santo Rosário é a arma
daqueles que querem
vencer todas as batalhas.
(São Pio de Pietrelcina)

O pavor dos assistentes aumentou quando uma imagem de Nossa Senhora, situada em local bem visível, levantou os braços três vezes para pedir a Deus vingança contra eles, se não se convertessem e pedissem a proteção de sua Santíssima Mãe.
O santo Pregador implorou a misericórdia de Deus, e a tempestade cessou, permitindo-lhe falar com toda calma sobre as maravilhas do Rosário.
Os habitantes de Toulouse arrependeram-se de seus pecados, abandonaram o erro, e começaram a rezar o Rosário. Em consequência, grande foi a mudança dos costumes nessa cidade.
A partir de então, São Domingos, em seus sermões, passou a pregar a devoção ao Rosário, convidando seus ouvintes a rezá-lo com fervor todos os dias. Assim, obteve que a misericórdia de Nossa Senhora envolvesse as almas e as transformasse profundamente.
Maria foi a verdadeira vencedora dos erros dos albigenses.

Um sermão escrito pela Santíssima Virgem

Relata o Beato Alano uma aparição de São Domingos, na qual este lhe narrou o seguinte episódio: Rezando o Rosário, estava ele preparando-se para fazer na Catedral de Notre Dame de Paris um sermão sobre São João Evangelista. Apareceu-lhe então Nossa Senhora e lhe entregou um pergaminho, dizendo: “Domingos, por melhor que seja o sermão que decidiste pregar, trago aqui outro melhor”.
Muito contente, leu o pergaminho, agradeceu de todo coração a Maria e se dirigiu ao púlpito para começar a pregação. Diante dele estavam os professores e alunos da Universidade de Paris, além de grande número de pessoas de importância.
Sobre o Apóstolo São João, apenas afirmou o quanto este merecera ter sido escolhido para guardião da Rainha do Céu. Em seguida, acrescentou: “Senhores e mestres ilustres, estais acostumados a ouvir sermões elegantes e sábios, porém, eu não quero dirigir-vos as doutas palavras da sabedoria humana, mas mostrar-vos o Espírito de Deus e sua virtude”.
E então São Domingos passou a explicar a Ave-Maria, como lhe tinha ensinado Nossa Senhora, comovendo assim, profundamente, aquele auditório de homens cultos.

O Beato Alano de la Roche

As próprias graças e milagres concedidos por Deus através da recitação do Rosário encarregaram-se de propagá-lo por toda parte, tornando-se esta a devoção mais querida dos fiéis cristãos. Enquanto ela foi praticada, a piedade florescia nas Ordens religiosas e no mundo católico.
Mas, cem anos depois de ter sido divulgada por São Domingos, já ela havia caído quase no esquecimento. Como consequência, multiplicaram-se os males sobre a Cristandade: a peste negra devastou a Europa, dizimando um terço da população, surgiram novas heresias, a Guerra dos Cem Anos espalhou desordens por toda parte, e o Grande Cisma do Ocidente dividiu a Igreja durante longo período.
Para atalhar o mal e, sobretudo, preparar a Igreja para enfrentar os embates futuros, suscitou Deus o Beato Alano de la Roche, da Ordem Dominicana, com a missão de restaurar o antigo fervor pelo Rosário.
Um dia em que ele celebrava Missa, em 1460, perguntou-lhe Nosso Senhor: “Por que me crucificas tu de novo? E me crucificas, não só por teus pecados, mas ainda porque sabes quanto é necessário pregar o Rosário e assim desviar muitas almas do pecado. Se não o fazes, és culpado dos pecados que elas cometem”.

A partir de então, o Beato Alano tornou-se um incansável divulgador desta devoção, e assim converteu grande número de almas.

Fator decisivo de grandes vitórias

Foi, sobretudo, nos momentos de grandes perigos e provações para a Igreja, que o Rosário teve um papel decisivo, propiciou a perseverança dos católicos na Fé e levantou uma barreira contra o mal.
Ao ver a Europa ameaçada pelos exércitos do império otomano, que avançavam por mar e por terra, devastando tudo e perseguindo os cristãos, o Papa São Pio V mandou rezar o Rosário em toda a Cristandade, implorando a proteção de Nossa Senhora. Ao mesmo tempo, com o auxílio da Espanha e de Veneza, reuniu uma esquadra no Mar Mediterrâneo para defender os países católicos.
A sete de outubro de 1571, a frota católica encontrou a poderosa esquadra otomana no golfo de Lepanto. E apesar da superioridade numérica do adversário, os cristãos saíram triunfantes, afastando definitivamente o risco de uma invasão. Antes de travar-se o combate, todos os soldados e marinheiros católicos rezaram o Rosário com grande devoção.
A vitória, que parecia quase impossível, deveu-se à proteção da Virgem Santíssima, a qual – segundo testemunho dado pelos próprios muçulmanos – apareceu durante a batalha, infundindo-lhes grande terror.
No século XVIII, para comemorar a vitória do Príncipe Eugênio de Saboya sobre o exército otomano, devida também à eficácia do Rosário, o Papa Clemente XI ordenou que a festa de Nossa Senhora do Rosário fosse celebrada universalmente.

São Luís Grignion de Montfort
 

A Igreja seria ainda sacudida por muitas tempestades.Visando fortalecer seus filhos e prepará-los para suportar as grandes provações futuras, suscitou Deus uma alma de fogo com a missão de reacender a chama da devoção ao Rosário, o qual mais uma vez tinha caído no esquecimento. São Luís Maria Grignion de Montfort, o grande doutor da devoção à Mãe de Deus, exerceu sua missão profética um século antes da Revolução Francesa. As regiões nas quais se deram ouvidos à sua pregação foram as que melhor resistiram aos erros de sua época e conservaram íntegra a Fé.

Fátima, 1917: “Sou a Senhora do Rosário”

Já no século XX, quando a Primeira Guerra Mundial estava em seu auge, Nossa Senhora veio, Ela mesma, em pessoa, lembrar aos homens que a solução para seus males estava ao alcance das mãos, nas contas do Rosário: “Rezai o Terço todos os dias para alcançar a paz e o fim da guerra”, repetiu Ela maternalmente aos três pastorzinhos, em Fátima. Na última aparição, em outubro de 1917, a Virgem Maria disse quem era: “Sou a Senhora do Rosário”. E para atestar a autenticidade das aparições e a importância do Rosário, operou um milagre de grandeza nunca vista, presenciado pela multidão de 70.000 pessoas que estavam no local: o sol girou no céu, ao meio-dia, parecendo precipitar-se sobre a terra, retomando depois sua posição habitual no firmamento.
Milagres dessa magnitude, só no Antigo Testamento encontramos. Mas nem assim o mundo deu ouvidos à Mãe de Deus. E nunca se abateram sobre a Terra tantas desgraças, nunca houve tantas guerras, nunca a desagregação moral chegou tão baixo.
Entretanto, o meio de obter a paz para o mundo, para as famílias, para os corações, continua ao alcance de nossas mãos, nas contas benditas do Rosário, que Maria Santíssima trazia suspenso de seu braço quando apareceu em Fátima.

Salvou-se porque levava o Terço à cintura

Não é possível expressar quanto a Santíssima Virgem estima o Rosário sobre todas as demais devoções, e como é generosa em recompensar os que trabalham para divulgá-lo.
Conta São Luís de Montfort o caso de Afonso IX, Rei de León, a quem Nossa Senhora protegeu particularmente, pelo simples fato de portar o Rosário à cintura.
Desejando que os seus súditos honrassem a Santíssima Virgem, e para animá-los com seu exemplo, ocorreu a esse monarca portar ostensivamente um grande Rosário, ainda que não o rezasse. Isto bastou para incentivar os seus cortesãos a rezá-lo devotamente.
Na última aparição, em outubro de 1917,
a Virgem Maria disse por fim o seu nome:
“Sou a Senhora do Rosário” …

Algum tempo depois, o rei ficou às portas da morte, acometido por uma grave enfermidade. Foi então transportado em espírito ao tribunal de Deus, onde os demônios o acusaram de todos os seus crimes. E quando ia ser condenado às penas eternas, apresentou- se em sua defesa a Santíssima Virgem diante de Jesus.
Num prato da balança, foram colocados os pecados do Rei. No outro, a Virgem Maria colocou o grande Rosário que ele portara em honra d’Ela, juntamente com os Rosários que, devido ao seu exemplo, haviam rezado outras pessoas, e estes pesavam mais que todos os pecados por ele cometidos.
Depois, Maria Santíssima, olhando com misericórdia para o Rei, disse: “Consegui de meu Filho, como recompensa pelo pequeno serviço que Me fizeste, levando à cintura o Rosário, o prolongamento de tua vida por mais uns anos. Emprega-os bem, e faz penitência”.
Voltando a si, o rei exclamou: “Oh! Bendito Rosário da Santíssima Virgem, por ele é que fui livre da condenação eterna!” E, recuperando a saúde, passou a rezar o Rosário todos os dias até o fim da vida.


A palavra do Papa, porta-voz de Jesus

“O Rosário transporta-nos misticamente para junto de Maria (…) para que Ela nos eduque e nos plasme até que Cristo esteja formado em nós plenamente” – ensina o Papa João Paulo II. E acrescenta: “Nunca, como no Rosário, o caminho de Cristo e o de Maria aparecem unidos tão profundamente. Maria só vive em Cristo e em função de Cristo”.
Recordemos suas inspiradas palavras na Carta Apostólica “Rosarium Virginis Mariæ”: “O Rosário acompanhou-me nos momentos de alegria e nas provações.

A ele confiei tantas preocupações; nele encontrei sempre conforto. O Rosário é minha oração predileta. Oração maravilhosa! “Ó Rosário bendito de Maria, doce cadeia que nos prende a Deus, vínculo de amor que nos une aos Anjos, torre de salvação contra os assaltos do inferno, porto seguro no naufrágio geral! “Não te deixaremos nunca mais! “Serás o nosso conforto na hora da agonia. Seja para ti o último ósculo da vida que se apaga. E a última palavra dos nossos lábios há de ser o vosso nome suave, ó Rainha do Rosário, ó nossa Mãe querida, ó Refúgio dos pecadores, ó soberana consoladora dos tristes. Sede bendita em toda parte, hoje e sempre, na terra e no Céu. Amém.”

Nunca deixe de rezá-lo!

Sim, acatando fielmente essa exortação do Papa, nunca deixe de rezar o Rosário, sob pretexto de ter muitas distrações involuntárias, falta de gosto em rezá-lo, muito cansaço, insuficiência de tempo, ou qualquer outro. Para rezar bem o Rosário, não é necessário sentir gosto, ter consolações, nem conseguir uma aplicação contínua da imaginação. Bastam a fé pura e a boa intenção.

E veja quantos benefícios nos proporciona a recitação do Rosário!

• Eleva-nos ao conhecimento perfeito de Jesus Cristo.
Purifica nossas almas do pecado.
• Faz-nos vitoriosos contra todos os nossos inimigos.
Torna-nos fácil a prática das virtudes.
• Abrasa-nos no amor de Jesus Cristo.
Enriquece-nos de graças e méritos.
• Fornece-nos os meios de pagar todas as nossas dívidas com Deus e com os homens.

A tudo isso, acrescenta São Luís Maria Grignion de Montfort: – “Ainda que te encontres à beira do abismo ou já com um pé no inferno ainda que estejas endurecido e obstinado como um demônio, cedo ou tarde te converterás e salvarás, contanto que rezes devotamente todos os dias o santo Rosário, para conhecer a verdade e obter a contrição e o perdão de teus pecados”. (Revista Arautos do Evangelho, Out/2004, n. 34, p. 34 a 38)


Fonte: Arautos do Evangelho

Nossa Senhora de Fátima do Rosário, rogai por nós!

sexta-feira, 25 de maio de 2018

Por que uma mulher moderna se tornaria freira?!

 http://www.pom.org.br/mensagem-por-ocasiao-do-dia-das-religiosas-e-dos-religiosos/

Fonte: Pontíficas Obras Missionárias

 

Pessoas de fora frequentemente acham que as irmãs religiosas estão fazendo sacrifícios penosos, mas aqui está a verdade...


Em 2014, a modelo e atriz espanhola Olalla Oliveros surpreendeu o mundo da moda, desistindo de sua carreira de sucesso e entrando na vida religiosa – ela se tornou freira.

Enquanto Oliveros tomou a decisão real quatro anos antes, ela esperou para discutir sua decisão publicamente e disse que foi uma visita ao santuário de Nossa Senhora de Fátima, em Portugal, que estimulou sua vocação. Em entrevista ao jornal El Diario de Carlos Paz, a modelo explicou que sentia uma crescente insatisfação com a sua vida e experimentou “um terremoto interno” quando estava em Fátima. “Deus me deu um papel e me escolheu, e eu não podia dizer não a Ele”, disse ela.

Acontece com muito menos frequência do que décadas atrás as mulheres decidirem entrar nas comunidades religiosas. Catholic World News informou em 2013 que mais de 3.000 mulheres deixam a vida religiosa a cada ano em todo o mundo. No entanto, há sinais de que a maré está virando, especialmente em algumas áreas do mundo, e algumas ordens religiosas estão vendo um crescimento substancial nas vocações. As moças continuam a ter um chamado à vida religiosa, mas o que faz uma mulher jovem e moderna deixar bons amigos, um namorado e uma carreira promissora para entrar em um convento? Como isso acontece?

Em uma palestra do TEDx de 2012 chamada “Why Nuns Don’t Have Midlife Crises (Por que as freiras não têm crises de meia-idade)”, a estudante de pós-graduação e pesquisadora J. E. Sigler discutiu os principais elementos do discernimento vocacional. Sigler entrevistou um grande número de mulheres religiosas para entender seus caminhos vocacionais e sua pesquisa mostra que há quatro elementos-chave ou passos comuns aos chamados religiosos, que ela chama de: silêncio (seguido de medo), assombração, salto e finalmente paz e alegria.

Sigler diz que o primeiro passo – o silêncio – é particularmente desafiador em nosso mundo barulhento, distraído e saturado de mídia, mas é necessário para ouvir e entender o próprio coração. Sigler também inclui o medo como parte do primeiro passo, porque inevitavelmente acontece quando uma pessoa sente um chamado à vida religiosa, mesmo que essa não seja a característica primária.

“Assombração” refere-se à experiência de ser incapaz de abandonar a ideia de uma vocação, uma vez que a semente foi plantada, e “salto” é o passo necessário, mas arriscado, de seguir o chamado. “Paz e alegria” são os fenômenos que Sigler têm visto repetidas vezes em suas entrevistas com as irmãs religiosas – uma experiência que muitas delas descrevem vividamente, e parece ser uma consequência inevitável de viver em profunda intimidade com Deus.

Luigi Tanzi, pai de cinco filhos, lembra-se do dia em que sua filha chegou com a surpreendente notícia. Chiara, a mais velha, tinha apenas 22 anos quando lhe contou sobre sua decisão de entrar no convento das Missionárias de São Carlos Borromeo, em Roma, uma ordem missionária. “É como se sua filha dissesse que ela está saindo de casa para se casar”, lembra Luigi – um momento naturalmente difícil para qualquer pai. “Mas quando ela se casar com Jesus, como você pode se opor ao noivo?”.

Enquanto muitas pessoas de fora acham que as freiras estão fazendo sacrifícios enormes – e insuportáveis ​​–, parece muito diferente da perspectiva dessas mulheres. Elas falam de suas vocações como uma alegria e um presente, em vez de um fardo. Há períodos de provações e dificuldades, mas o que ancora seus votos é um amor profundo e permanente.

A Irmã Ann Kateri, 38 anos, é membro da comunidade das  Irmãs Franciscanas da Renovação. Ela foi criada em uma família grande e feliz em Washington, DC, e depois de se formar na Universidade de Harvard, começou a trabalhar com os pobres para a Igreja Católica. Desde quando ela tinha 11 anos, ela sentiu uma forte atração por esse tipo de trabalho, mas também experimentou um grande desejo pelo casamento. Quando seu namorado – um homem católico maravilhoso – pediu-a em casamento, ela disse que sim, mas então uma grande tristeza desceu sobre ela. Pega de surpresa por essa reação, ela procurou as razões de sua tristeza e reconheceu que estava sendo chamada para outra vida, um tipo diferente de relacionamento conjugal, que – apesar da hesitação inicial – lhe trouxe uma tremenda alegria. Ouvir seu coração esclareceu sua ligação. Ela descreve o dia em que professou seus votos finais como “de longe o dia mais feliz da minha vida”.

A Irmã Mary Star of Evangelization, 26 anos, com a ordem Servidoras do Senhor e da Virgem de Matará, conhece essa mesma alegria, embora seu caminho fosse diferente. Ela cresceu protestante em Dakota do Norte, e não conheceu uma irmã religiosa até que ela estava na faculdade e já em seu caminho para ser católica. Ela decidiu se converter depois de conhecer uma série de estudantes católicos impressionantes que a ajudaram a ver uma conexão entre a fé e a razão que ela não tinha visto antes, especialmente porque seu pai era um cético. A irmã Star formou-se em engenharia química e alemã, e ansiava por uma vida confortável com um bom emprego e uma família católica feliz. Mas isso não era para ser.

Enquanto trabalhava com a FOCUS (Fellowship of Catholic University Students) após a formatura, ela conheceu uma comunidade de irmãs religiosas e ficou tão comovida com sua santidade que se sentou e chorou no canto a maior parte da noite. Ela não estava inicialmente certa de que ela tinha uma vocação. “Ficou claro para mim que eu queria essa santidade”, ela me disse, mas ela ainda via a si mesma se casando, então ela decidiu que “apenas iria buscar o casamento da maneira mais sagrada possível”.

Ela começou a direção espiritual e sentiu-se cada vez mais atraída pela vida religiosa. O evento surpreendente que esclareceu sua decisão foi semelhante ao da irmã Ann Kateri – um pedido de casamento. Um homem que ela namorou na faculdade tinha terminado com ela para se tornar padre, mas devido a alguns eventos inesperados, pensou que ele poderia ter cometido um erro e começou a persegui-la novamente. Ela não queria nada mais do que se casar com ele e começar uma família, então quando se viu estranhamente desinteressada, ela sabia que era um sinal. A certeza total não veio imediatamente, mas não demorou muito.

A irmã Star diz que depois de tomar sua decisão final de entrar no convento, ela experimentou uma tremenda felicidade que lhe mostrou que ela havia feito a escolha certa. “Toda a minha vida, eu tinha desenhado o meu senso de mim mesma e minha satisfação de ter o amor e a atenção de um homem, mas desta vez, foi o próprio Deus que deu essa felicidade para mim”.

A vertigem inicial desapareceu depois de um tempo, mas a irmã Star diz que é essencial que parte do consolo inicial desapareça para que ela possa ter certeza e escolher sua vocação com total liberdade, em vez de simplesmente em sua euforia. Ela menciona certas tentações que vieram a ela naquele momento, como o medo de perder seu senso de singularidade ao vestir o mesmo hábito e manter a mesma agenda que todas as outras irmãs de seu convento. Porém, a irmã Star diz que descobriu o quão diferentes todas são. Sua realidade “externa” é a mesma, mas seu universo interno é exclusivamente pessoal. Talvez o mais importante, há uma profunda paz e alegria.

“Se alguém tivesse me dito o quão incrível seria, eu teria me tornado uma freira há muito tempo”, diz ela.

Fonte: Aletéia

Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós!

quarta-feira, 23 de maio de 2018

Chapéu + Véu = Voillete



A cantora Katy Perry foi ao encontro com o Papa Francisco, conforme manda o protocolo do Vaticano: usando preto e com a cabeça coberta, aqui, ela escolheu uma Voillete.

A Voillete é uma excelente opção para ser usada em casamentos, batizados e/ou outros Sacramentos na Igreja Católica, de forma a cobrir a cabeça sem fazer uso do véu tradicional.


E no casamento do Príncipe Harry e de Meghan, algumas convidadas também fizeram uso da Voillete:


Amal Clooney 

Kitty Spencer, prima do noivo 

Sarah Rafferty, atriz 

Victoria Beckham


Leia mais sobre ela em clicando em: O que é uma Voillete?


Fonte: Aletéia e Google

Nossa Senhora das Graças, rogai por nós!

segunda-feira, 21 de maio de 2018

sábado, 19 de maio de 2018

Razões do sucesso da devoção à Santíssima Virgem

VIRGIN, BLACK, WHITE
Shutterstock

Uma leitura espiritual para alimentar sua alma de amor a Maria


As maravilhas da devoção a Maria não podem ser explicitadas inteiramente por nenhuma análise. Nenhuma descrição, nenhum raciocínio pode dar dela uma idéia adequada…

Razões e analogias ajudam a compreender

Um jovem teólogo – M. Neubert – analisa as razões, ou melhor, as analogias de ordem natural que nos ajudam a compreender o sucesso ou a eficácia da devoção a Santíssima Virgem. Pois a devoção a Nossa Senhora leva todos a bom êxito. Constitui um axioma católico que Ela é para todo mundo um meio seguro de santificação.

A razão fundamental disso, a única razão evidente, é sem dúvida a vontade de Deus. Tendo Deus querido dar-nos Jesus Cristo por meio da Virgem Santíssima – diz Bossuet – esta ordem não muda mais, e os dons de Deus são irrevogáveis (cf. Rm 11, 29). Sempre será verdade que, havendo recebido através dEla o princípio universal da graça, recebamos também por seu intermédio as diversas aplicações desse dom em todos os variados estados dos quais se compõe a vida cristã.

Mas, a par desta explicação teológica, sobrenatural, que examina as coisas do ponto de vista divino, nada impede que se procure uma explicação psicológica para confirmá-la.

Harmonia entre a devoção a Nossa Senhora e o progresso da alma

Quais são, em nossa natureza, as harmonias entre a devoção à Santíssima Virgem e o progresso de nossa alma?

Um primeiro fator de progresso humano é o esforço pessoal: o difícil é induzir e sustentar o esforço da vontade. Nossa vontade é movida pelas ideias, mas por ideias vigorosas que são ao mesmo tempo conhecimento, sentimento e desejo. Ora, dessas ideias robustas, a mais forte é aquela que se volta para uma pessoa amada. Quem ama voa, corre, alegra-se e está disposto a tudo. Ora, ter devoção a Maria é amá-La, e amar Maria é fazer o que Ela deseja e evitar o que Lhe desagrada.

Para quantas almas, por exemplo, o pensamento posto em Maria constituiu a força pela qual triunfaram das tentações – de longe as mais violentas e frequentes – contra a mais delicada das virtudes!

Encontramos uma confirmação disso numa experiência de ordem humana. Um menino solicitado durante muito tempo pelas sugestões e argumentos pérfidos de um companheiro perverso, acaba duvidando de seu dever e vai deixar-se arrastar pelo mal.

Mas seus olhos cruzam-se com os de sua mãe: nesse mudo entreolhar, ele sente a gravidade da ação que ia cometer e obtém a coragem de fazer qualquer sacrifício para não entristecê- la.

Da mesma maneira, quantas almas assaltadas durante longo tempo e estando a ponto de ceder, ao pensar em sua Mãe celeste, tão afetuosa e amada, tão pura e desejosa de vê-las também puras, sentiram a tentação desaparecer e uma força nova as armar contra o mal! Esse gênero de vitórias costuma permanecer sepultado no segredo das consciências, mas como elas são frequentes!

Forte contra as tentações, o pensamento posto em Maria é igualmente eficaz para nos impelir na via do sacrifício. Não há santo cuja vida não ofereça a esse respeito exemplos eloquentes.

Humildade e confiança em Deus

O esforço nos é solicitado por Deus, mas não basta. Ele não passa de uma condição posta por Deus para recebermos a graça, a qual, entretanto, nos vem unicamente dEle. Não devemos contar com nossos próprios esforços, se quisermos que eles sejam coroados de êxito, mas sim com Deus. Portanto, desconfiança de nós mesmos, ou humildade, e confiança em Deus.

Ora, a devoção à Santíssima Virgem favorece de modo admirável esses dois sentimentos em nós.

Primeiramente, ela alimenta nossa humildade. Pode-se, sem dúvida, ser humilde na presença de Deus sem invocar Maria; seria o caso, por exemplo, de um protestante de boa fé para o qual invocar Maria é ofender a Deus. Entretanto, também é certo que recorrer à intercessão de Maria para ir a Deus, ir a Deus por meio de Maria, é reconhecer que não somos dignos de ir a Ele por nós mesmos; é reconhecer nossa miséria, nossa indignidade diante dEle; é fazer, mesmo sem se preocupar com isso, um ato de humildade.Eis o motivo pelo qual São Luís Maria Grignion de Montfort insiste tanto nas relações entre a devoção a Maria e a prática da humildade.

Ademais, alimenta nossa confiança em Deus. Cremos na misericórdia divina, mas com uma fé frequentemente teórica que, na prática, é exposta a graves deficiências. Ora, nesses momentos escuros pensar em Nossa Senhora constitui para nós um facho de luz que nos dá confiança.

Não por julgarmos que a Santíssima Virgem tenha um coração mais misericordioso que o do próprio Deus, mas sim por ser Ela como um argumento vivo que nos toca mais de perto e nos ajuda a melhor apalpar a misericórdia divina. Assim como ver Madalena aos pés de Jesus nos faz compreender a bondade do Salvador mais do que o faria uma idéia abstrata de sua divina perfeição, do mesmo modo a contemplação de Maria nos faz entender e sentir, melhor do que todos os raciocínios, a misericórdia dAquele que nos deu uma tal Advogada e uma tal Mãe.

Sem devoção a Nossa Senhora, a religião fica tingida de racionalismo

Estas duas disposições – humildade e confiança – constituem o próprio fundo do sentimento religioso. E é por esta razão que toda alma religiosa compreende a devoção à Santíssima Virgem.

Uma alma que cessa de compreendê-la deixa de ser religiosa ou está prestes a fabricar para si uma religião mais ou menos tingida de racionalismo, tal como certos estoicos batizados que formaram sua espiritualidade mais nos livros de moral dos estudos universitários do que nos autores ascéticos. Para essas almas, o Cristo é mais um modelo que posa diante delas, do que um amigo que vive nelas e as faz viver. Dia virá em que, após inúteis esforços, elas reconhecerão por fim sua radical fraqueza e se lançarão humildemente nos braços de Deus. Nesse dia, elas começarão também a se voltar para a Santíssima Virgem.

Eis a razão pela qual tantas pessoas aos poucos deixaram de ter uma religião e se contentam com uma simples filosofia: elas eliminaram a devoção à Santíssima Virgem para irem mais diretamente – conforme pensavam – a Jesus Cristo. Ora, perdendo de vista a Santíssima Virgem, eles rapidamente perderam também a Jesus Cristo.

Diz o Cardeal Newman, em sua magnífica “Carta a Pusey” sobre o culto a Nossa Senhora: “A Maria é confiada a guarda da Encarnação. Assim, se olharmos para a Europa, verificaremos que as nações e os países que perderam a fé na divindade de Cristo são precisamente aqueles que abandonaram a devoção à sua Mãe, e que, por outro lado, os que mais se distinguiram no seu culto guardaram a ortodoxia…”.

Traçando o mapa da devoção a Maria, teríamos traçado o próprio mapa da expansão e da conservação da fé cristã, e isto não apenas no século XIX nem a partir da Reforma, mas ao longo de toda a História da Igreja, como concluirá o próprio Neubert em sua tese, no que toca aos primeiros séculos cristãos, onde “em suma, toda a história das origens da mariologia se apresenta como a história da defesa e da dilatação da cristologia. A Mãe era a garantia do Filho, e a glória do filho começava a jorrar sobre a Mãe”.

As grandezas de Maria só podem ser entendidas com relação à Encarnação

O Evangelho é a vida de família com Deus. Ele será chamado Emanuel: Deus conosco, Deus nosso Pai, Jesus nosso Irmão Primogênito, vindo a nós para nos encontrar e nos reconduzir ao Pai. Mas nunca compreenderemos melhor quanto Deus é nosso Pai, senão pensando na doce Mãe que Ele nos deu. E jamais compreenderemos Jesus como nosso Irmão Primogênito, a não ser contemplando-O junto de Maria, nossa Mãe comum. E assim como não devemos isolar Jesus de Maria, não devemos isolar Maria de Jesus.

Maria nos ajuda a compreender Jesus. Não é possível meditar os privilégios de Maria sem melhor entender seu Filho, de quem e por causa de quem Ela os recebeu. Mas, reciprocamente, só em Jesus podemos entender Maria: Jesus é toda a razão de ser de Maria, e esta não seria o que Ela é senão em vista da Encarnação e da Redenção. Exaltar as grandezas de Maria sem mostrar suas relações com a Encarnação é fazê-lo pela metade e dar a forte impressão de gente extraviada. Eis o motivo pelo qual certos livros, certas tiradas sobre a Santíssima Virgem deixam às vezes uma impressão de vazio, de insipidez ou de hipérbole. Jamais correremos o risco de parecer hiperbólicos, ao falar de Maria, se tivermos o cuidado de apresentá-La com seu Divino Filho. Mas querer admirar Maria fazendo abstração de Jesus é coisa tão absurda quanto extasiar-se com os esplendores da aurora num dia em que o sol esteja encoberto por nuvens cinzentas.

Se quiséssemos passar em revista as virtudes cristãs e toda a diversidade de nossos estados de alma e as fases de nossa vida interior, poderíamos multiplicar indefinidamente os pormenores desses aspectos psicológicos da devoção à Santíssima Virgem.

Resolvendo uma aparente objeção

Uma objeção, entretanto, se põe: não nos arriscaremos, assim, a tirar desta devoção seu caráter divino e dar razão aos protestantes, os quais pretendem que ela seja, não um dom do alto, mas um produto desta terra? Ocorre exatamente o contrário, responde M. Neubert.

Uma tal adaptação da devoção a Maria a todas as nossas aspirações religiosas é antes uma prova de sua origem divina: toda devoção é feita para o homem, e quanto mais uma devoção responde às necessidades do homem, mais ela tem chance de ser querida por Deus.

Aliás, esta objeção só pode afetar aqueles cuja devoção a Maria sempre foi superficial. Os que verdadeiramente vivem desta devoção percebem que não se pode, por uma simples análise psicológica, dar uma explicação completa de seus maravilhosos efeitos, da mesma forma como não é possível, pelas leis da luz e das cores, explicar o imponderável inefavelmente belo e celeste que se vislumbra nos olhos de uma criança, da mesma maneira como não se consegue, por meio da anatomia e da fisiologia, explicar o amor de uma mãe pelo seu filho.

Algumas vezes, no momento de pôr-se o sol, o céu se cobre de nuvens leves, quase transparentes, e margeadas por uma tonalidade rósea, como nunca se vê no restante do dia. Depois, subitamente, essas nuvens se entreabrem e o olhar mergulha maravilhado num mar brilhante feito de ouro derretido, de um inigualável esplendor. Essa face voltada para o sol é que explica a beleza da face inferior. O mesmo se passa com os fenômenos religiosos. O psicólogo só pode descrever o que ele percebe na face inferior, a face humana; entretanto, há uma outra face, a face voltada para o Sol divino, e só esta pode explicar a beleza da face inferior.

As maravilhas da devoção a Maria não podem ser explicitadas inteiramente por nenhuma análise. Nenhuma descrição, nenhum raciocínio pode dar dela uma ideia adequada…

(Tradução, com adaptações, de L´Ami du Clergé, 1911, pp. 682- 684 – in “Revista Arautos do Evangelho”, n. 89, p. 34 à 36)


Fonte: Aletéia

Nossa Senhora de Fátima, rogai por nós!
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